O teu carrinho de compras está vazio

Loja

Quantidade: 0

Total: 0,00

0

Como as patas dos gecos podem aderir a superfícies macias?

Como as patas dos gecos podem aderir a superfícies macias?

Os gecos conseguem andar pelas paredes ou pelo teto. A animação explica a aderência das suas patas.

Biologia

Palavras-chave

geco, terrário, Van der Waals, adesão, ligação secundária, escamas, animal, vertebrado, réptil, insetívoro, nectarívoro, biologia

Extras relacionados

Cenas

Geco diurno pó de ouro

  • Geco diurno pó de ouro - Nativa do Norte de Madagáscar e das ilhas circundantes, esta espécie de geco é uma das mais coloridas. Recebeu o seu nome após os pontos amarelados nas suas costas. O animal tem um comprimento de entre 10 e 13 cm e o seu peso pode variar entre os 40 e 80 g. O seu corpo é de cor verde-amarelada ou verde-viva, enquanto as suas patas são azúis. No geral, vive em bananeiras e palmeiras. É ativo durante o dia e alimenta-se de insectos, répteis menores e frutas.

Há muito que o Homem vive fascinado pela questão de como os gecos são capazes de passear confiantemente em superfícies das paredes ou até no teto.
No entanto, foi apenas no início do século XXI, quando os cientistas conseguiam responder a esta pergunta. A resposta consiste na anatomia muito especial das plantas das patas dos gecos. A forte adesão entre as patas dos gecos e superfícies macias é um resultado das forças de atração, conhecidas por forças de van der Waals, entre as moléculas.

Anatomia do animal

  • pata - As plantas das patas apresentam-se cobertas de minúsculas sedas, que terminam em vários biliões de espátulas. Estas asseguram uma forte aderência através da interação de Van der Waals, razão pela qual os gecos podem andar até no teto.
  • abertura do canal auditivo
  • anel azul em torno dos olhos
  • padrão dorsal avermelhado
  • Comprimento: 10 - 13 cm
  • cauda ligeiramente achatada - Em caso de perigo, os gecos são capazes de perder as suas caudas. A este fenómeno chama-se autotomia.

Estrutura da planta do pé

  • sedas - Têm um diâmetro de cerca de 5 micrómetros, enquanto o do cabelo humano mais fino é cerca de 19. Cada milímetro quadrado das plantas das patas contém cerca de 14.000 sedas, sendo que as quatros patas contêm aproximadamente seis milhões e meio.
  • seda - Têm um diâmetro de cerca de 5 micrómetros, enquanto o do cabelo humano mais fino é cerca de 19. Cada milímetro quadrado das plantas das patas contém cerca de 14.000 sedas, sendo que as quatros patas contêm aproximadamente seis milhões e meio.
  • espátulas - Cada seda termina em centenas de espátulas, pelo que as plantas das patas contêm vários biliões. Entre as espátulas e a superfície formam-se interações débeis de Van der Waals, as quais asseguram uma forte aderência, que na teoria poderia aguentar centenas de quilos de peso. Para destacar a pata da superfície, os ângulos das sedas têm de ser alterados, o que pode ser feito com pouca força, já que nem todas as interações são quebradas ao mesmo tempo.
  • espátula
  • interação de Van der Waals - Entre a superfície e as extremidades das espátulas formam-se interações débeis, devido à vibração dos núcleos: Têm lugar mudanças de carga temporárias em moléculas apolares, pelo que estas ficam temporariamente polarizadas. Isto faz com que a molécula apolar seguinte fique polarizada, ocorrendo atração elétrica entre as duas moléculas.

Aderência e destacamento

  • espátula
  • interação de Van der Waals - Entre a superfície e as extremidades das espátulas formam-se interações débeis, devido à vibração dos núcleos: Têm lugar mudanças de carga temporárias em moléculas apolares, pelo que estas ficam temporariamente polarizadas. Isto faz com que a molécula apolar seguinte fique polarizada, ocorrendo atração elétrica entre as duas moléculas.
  • adesão
  • destacamento

Animação

Os gecos são répteis, muitas vezes criados como animais de estimação e conhecidos pela sua capacidade de andar pelas paredes ou até pelo teto.
Esta capacidade especial é resultado da anatomia das patas, cujas plantas se apresentam cobertas de sedas.

Estas têm um diâmetro de cerca de cinco micrómetros, muito menor que o de um cabelo humano, que ronda os 19. As quatro patas contêm no total cerca de seis milhões e meio de sedas, e cada uma destas termina em várias centenas ou milhares de espátulas, pelo que as quatro patas contêm vários milhares de milhões de espátulas.
Quando o geco coloca a sua pata numa superfície, formam-se entre as espátulas e a superfície interações débeis de Van der Waals. Devido ao elevado número de espátulas, isto cria uma forte aderência. Em teoria, as quatro patas poderiam aguentar mais de cem quilos de peso.

Para destacar a pata da superfície, os ângulos das sedas têm de ser alterados, o que pode ser feito com pouca força, já que nem todas as interações são quebradas ao mesmo tempo.

Interação de Van der Waals

  • nuvem de eletrões
  • núcleo - O núcleu com carga positiva e a nuvem de eletrões do átomo com carga negativa vibram, criando dípolos temporários.
  • interação eletrostática - Quando duas partículas se aproximam e uma está polarizada, o pólo positivo desta repele o núcleo da outra partícula, atraindo a sua nuvem de eletrões. Por conseguinte, polariza a outra partícula, ocorrendo entre elas interação eletrostática. Esta interação é bastante fraca, sendo a mais fraca das ligações químicas secundárias. Proporciona porém uma forte aderência devido à extensa superfície das espátulas.

A aderência das espátulas à superfície é garantida pelas interações de Van der Waals, as quais se baseiam na oscilação dos núcleos com carga positiva e da nuvem de eletrões dos átomos com carga negativa. Quando uma partícula da pata do geco se aproxima de uma partícula da superfície, uma delas fica polarizada. O pólo positivo desta repele o núcleo da outra partícula, atraindo a sua nuvem de eletrões. Por conseguinte, polariza a outra partícula, ocorrendo entre elas interação eletrostática. Esta interação é bastante fraca, sendo a mais fraca das ligações químicas secundárias. Proporciona porém uma forte aderência devido à extensa superfície das espátulas.

Extras relacionados

Camaleão do Iémen

Os camaleões são répteis capazes de mudar de cor.

Cágado de carapaça estriada

A animação mostra a anatomia dos cágados e a ligação que há entre o esqueleto e carapaça.

Cobra-de-água-de-colar

Espécie de serpente com uma marca característica no pescoço.

Víbora europeia comum

Espécie de cobra venenosa existente no continente europeu. A sua mordedura raramente é fatal.

Arqueopterix

O Arqueopterix tinha características tanto de aves quanto de répteis. Foi provavelmente o ancestral dos pássaros.

Rã-comum

Esta animação apresenta a anatomia dos anfíbios através do exemplo de uma espécie comum de rãs.

Tyrannosaurus rex (‘lagarto tirano’)

Carnívoros de grandes dimensões, talvez os mais conhecidos de todos os dinossauros.

Apatossauro

Dinossauro herbívoro de pescoço comprido e corpo robusto.

Tricerátopo

Tipo de dinossauro herbívoro, que habitou durante o Período Cretáceo, facilmente identificável pelo grande folho ósseo e pelos seus três chifres.

Estrutura da molécula de nitrogénio

Esta animação mostra a estrutura de moléculas de nitrogénio, com uma ligação sigma e duas ligações pi a unir os átomos.

Formação de moléculas de hidrogénio

Os átomos de hidrogénio são mantidos juntos por ligação covalente na molécula de hidrogénio.

Added to your cart.